Sim, a minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem das grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.
Clarice Lispector

Do lugar de uma mulher, sempre do lugar de uma mulher – a mulher invisível, a mulher cansada, a mulher silenciada. Do lugar de uma mulher que segura as palavras dentro da boca, mas na sua cabeça gritam as palavras que não grita na boca. Do lugar de uma mulher que se vê ao espelho, censura e rejeita a sua imagem no espelho, do lugar de uma mulher sozinha, esquecida, abandonada. A esta mulher, numa noite onde tudo pode acontecer, numa noite eterna e escura, onde tudo lhe falta, até o sono, só lhe resta a sobrevivência permanente consigo mesma. No sofrimento está a mudança, pergunta. E será que está? O que resta se já não existir esperança? Não acordar e não dormir: o fim fatídico de uma mulher que procura um grito depois do silêncio.

Ficha Técnica e Artística
Criação: Diana Barnabé e Inês Simões Pereira
Texto: Inês Simões Pereira
Interpretação: Diana Barnabé
Composição Coreográfica: Daniela Cruz
Desenho de Luz: Pedro Abreu
Composição Sonora e Musical: Diogo Figueiredo e Leonardo Rocha
Assistência Técnica: João Octávio Pereira
Desenho e Construção de Cenografia: Pedro Morim
Desenho e Confecção de Figurinos: The M Pire
Comunicação e Design: André Santos
Assistência à Comunicação: Mafalda Leal Moura
Vídeo Promocional: Nuno Leites
Fotografia Documental: Tiago Lessa
Fotografia de Cena: Teresa Santos
Produção Executiva: Mafalda Leal Moura
Co-produção: Carruagem e Grua Crua
Apoio: Grupo Dramático e Recreativo da Retorta
Parceiro Institucional: República Portuguesa / Ministério da Cultura

Apresentações
16 a 21 de Novembro de 2021 · Auditório da Retorta

Espectáculo disponível para digressão.

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Uma Sinfonia Kafkiana em Quatro Andamentos e um Intermezzo

Não há como explicar Kafka. Derrota o propósito.
A um construtor de labirintos, a arte que se lhe pede é que nos dificulte a saída.

“A Mulherzinha” fala sobre o que fala e nada mais, não pretendendo ir além do labirinto. Saídas, ainda que as vislumbremos, sentimo-las, além de distantes, impossíveis. O espectáculo, montado como se de uma composição sinfónica se tratasse, encontra nas palavras de Kafka uma pauta de impotências, palavras essas que usurpámos aos livros, aos contos e aos aforismos e cruzámos com outras, nossas, que àquelas primeiras respondem com as inquietações particulares que a nós nos assombram.

Ficha Técnica e Artística
Criação, Adaptação e Interpretação: Inês Simões Pereira
Tradução, Criação, Adaptação e Encenação: Pedro Galiza
Espaço Cénico e Desenho de Luz:  Pedro Morim
Sonoplastia, Fotografia: Nuno Leites
Produção: Grua Crua

Apresentações
22 de Novembro de 2015 / FIS · Festival Internacional de Solos, Cine-Teatro Garret, Póvoa de Varzim 
8 a 10 de Abril de 2016 / Sala de Bolso da Assédio Teatro, Porto
14 de Abril de 2018 / 1º Capítulo da Poética da Palavra | Encontro de Teatro, Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão

Espectáculo disponível para digressão.

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Espectáculo inspirado no livro de Nikolai Gogol e na música de René Aubry, Rodrigo y Gabriela e Miles Davis.

“Quero que faças o meu retrato. É possível que morra em breve e não tenho filhos, mas não quero morrer completamente, quero viver. És capaz de pintar um retrato de modo a que fique vivo?” em “O Retrato” de Nikolai Gogol

RetrA[c]tos é uma viagem. Uma viagem de cinco personagens e um quadro através dos vários quadros que são as suas vidas. Uma viagem alucinada sobre o que foi e já não é. Entre actos inexplicáveis, sombras de memórias meio esquecidas, fugas para a frente e vidas entrecortadas, este espectáculo é uma reflexão cénica e filosófica sobre fragilidades, transformações e inevitabilidades.

RetrA[c]tos é, também, um exercício sobre linguagens e técnicas. Sobre a ténue linha que separa o teatro da dança, o movimento da voz e o pensamento do corpo. E como melhor jogar com essa mesma linha, fazendo-a avançar e recuar conforme as necessidades. É, ao mesmo tempo, um trabalho de ritmo, de composição visual, de interpretação clássica e de simbologia dramatúrgica.

Ficha Técnica e Artística
Texto Original: Inês Simões Pereira e Pedro Galiza
Encenação: Inês Simões Pereira
Assistência de Encenação: Pedro Galiza
Figurinos: Pelintra
Cenografia: Pedro Morim
Desenho de Luz: Pelintra
Design Gráfico: Adriana Leites
Vídeo Promocional: Nuno Leites
Interpretação: Jaime Lonet, João Carlos Terroso, Joana Ferreira, João Regufe e Pedro Morim
Produção Pelintra Teatro d’ A Filantrópica – Cooperativa de Cultura
© 2014


Inês Simões Pereira
artista

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